domingo, 19 de julho de 2009

Observações sobre o livro "Capão pecado"

--> 2ª Parte. + 1 AKIM.

A infuência da mídia na construção de uma nação. Aceitamos seus conceitos, julgamos errado o que eles determinam como errado, não temos opinião própria, estamos cegos.

--> Pg.50

Falta de opção de lazer. Burgos, Mixaria, China dentre outros, ao entrar na "mata" comentam a sensação de entrar em um clube sem ser escondido.

-->Pg.52

Matcherros é chamado para ver o cadaver de um morto. O homem havia cometido suicidio, Matcherros comenta que achava que era devido ao desemprego. Alaor diz "Se fosse assim, nóis tudo ja tinha se matado"

-->Rael, o personagem principal se mostra um personagem pensante. "Em meio ao caos a única forma de quebrar o sistem é pensando"

-->Pensando o nome de Burgos.

Ele odiava os playboys (burgueses). A palavra deriva do germânico burc, burg, pelo baixo latim burgu (fortaleza).


-->Pensando o nome de Narigaz
Ele mete muito o nariz na vida dos outros amigos, normalmente dando conselhos para eles estudarem.

-->Pg. 112
Trecho em que diz: "Não se pode viver num mundo de ilusões, onde atores interpretam coisas impossíveis. "

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Falando de poesia

Poesia é sonho mágico
em palavras realizado.
Passando pelo trágico,
até o mundo encantado.

II -
A poesia é uma ponte
que enternece os corações.
Ainda que desaponte
quando põe fim às ilusões.

III -
A poesia é quase tudo.
O vento que afaga o rosto,
em versos que sobretudo,
afastam muito o desgosto.

IV -
A convidada poesia
bateu na minha porta.
Abri com muita alegria,
ser feliz é o que importa.

***
Guida Linhares

Poemas concretistas







O rei dos animais

Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística, para verificar se ainda era o Rei das Selvas. Os tempos tinham mudado muito, as condições do progresso alterado a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito entre os animais já não eram as mesmas, de modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, macaco - quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!". Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupaco, papagaio. Quem é, segundo seu conceito, o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o papagaio: "Currupaco... não é o Leão? Não é o Leão? Currupaco, não é o Leão?". Cheio de si, prosseguiu o Leão pela floresta em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja, não sou eu o maioral da mata?" "Sim, és tu", disse a coruja. Mas disse de sábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o tigre. "Tigre, - disse em voz de estentor -eu sou o rei da floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais mal humorado e já arrependido, quando o leão se afastou. Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?" O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensangüentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".M O R A L: CADA UM TIRA DOS ACONTECIMENTOS A CONCLUSÃO QUE BEM ENTENDE.
Millôr Fernandes

Gramática descritiva

A gramática descritiva é uma gramática que se propõe a descrever as regras de como uma língua é realmente falada, a despeito do que a gramática normativa prescreve como "correto". É a gramática que norteia o trabalho dos lingüistas que pretendem descrever a língua tal como é falada.
As gramáticas descritivas estão ligadas a uma determinada
comunidade lingüística e reúnem as formas gramaticais aceitas por estas comunidades. Como a língua sofre mudanças, muito do que é prescrito na gramática normativa já não é mais usado pelos falantes de uma língua. A gramática descritiva não tem o objetivo de apontar erros, mas sim identificar todas as formas de expressão existentes e verificar quando e por quem são produzidas.

Gramática normativa

Chama-se gramática normativa a gramática que busca ditar, ou prescrever, as regras gramaticais de uma língua, posicionando as suas prescrições como a única forma correta de realização da língua, categorizando as outras formas possíveis como erradas.
Frequentemente as gramáticas normativas se baseiam nos
dialetos de prestígio de uma comunidade lingüística.
Embora as gramáticas normativas sejam comuns no ensino formal de uma língua, a
sociolingüística vem favorecendo o estudo da língua como ela realmente é falada, e não como ela deveria ser falada.
A gramática é dividida em: fonologia, morfologia e sintaxe.
Fonologia: fonemas, letras, pontos de articulação
ortoépia (ortoepia) – estuda a correta pronuncia dos vocábulos
prosódia – determinação da sílaba tônica
ortografia – representa a escrita da língua
Morfologia: (forma) – estuda a composição dos vocábulos, estudo das classes de palavras e gramaticais.
Sintaxe: relação entre as palavras de uma oração ou relação entre as orações de um período.
de
concordância – verbal (sujeito e verbo) e nominal (substantivo em relação ao artigo, adjetivo, numeral, etc.)
de
regência – verbal (verbo pedindo preposição ou não) e nominal (nome acompanhado de preposição)
de
colocação – trata da colocação de certas palavras.
pronominal: próclise, mesóclise, enclise.

Calvin_ Ambiente